Burrice Corporativa

A burrice me irrita. A burrice institucional, nem se fala. E quando se tenta justificar dizendo que “o sistema não aceita” então...

Um caso claro: meu smartphone teve problemas e mandei pra assitência técnica. Passei dois meses sem ele e tentei, com a Vivo, pegar um outro aparelho. Me disseram que só poderia comprar outro aparelho pelo valor de um pré-pago, ou seja, os olho$ da cara, pq estava no período de fidelidade!

O conserto, como já era esperado, ficou ruim e, agora, o celular voltou a dar problema. Pensei cá com meus botões, já que devo ficar pelo menos mais dois meses sem smartphone: “a famigerada fidelidade termina em pouco mais de um mês, vou tentar de novo!”

Entrei em contato com a Vivo e, mais uma vez, a resposta foi a mesma. Como ficarei sem smartphone, perguntei se posso “diminuir” meu plano, já que não tem sentido ter um plano de dados sem usar dados, e fui informado que teria que pagar uma multa de R$ 69,86. Caso faça essa mudança, poderei (IMEDIATAMENTE, não daqui a dois meses!) voltar pro plano smartphone e comprar outro aparelho com desconto!

Façamos contas: caso eu permaneça com meu plano atual, em dois meses pagarei pra Vivo R$ 318,12 (sem usar o serviço a que tenho direito). Caso pague a multa e dois meses no plano mais simples deles, pagarei R$ 154,22! Ou seja: se eu pagar a multa, economizo R$ 163,90! Esse dinheiro já serve pra pagar uma parte do meu smartphone novo!

É muita burrice, não me conformo! Como pode uma empresa ter uma política dessas? Certamente vão atribuir essa rigidez imbecil “ao sistema”. Mas quem criou o sistema? Quem controla o sistema? Ele é diretor da empresa? Tem carteira assinada? Se alguém conhecer, pede pra ele me telefonar, por favor! Terei o maior prazer em dizer, “senhor sistema, o senhor é burro pra cacete!”



Escrito por Rodrigo às 12h35
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É tão estranho...

Depois de 20 dias viajando, vendo coisas novas, conhecendo gente interessante, tenho muito a falar. Mas, ao chegar, uma notícia triste e que se tornou muito mais importante de ser colocada aqui: a morte do meu tio Marcos.

Meu tio mais novo e mais próximo, ele sempre foi um exemplo. Quando era criança, olhava aquele cara alto, forte, inteligente, que apesar dos 12 anos de diferença brincava comigo... era ele o responsável por todas as pipas que tive na vida! Queria ser como ele.

E ele era, sem dúvida, uma pessoa especial. O que mais pode explicar que o "raspa de tacho" tenha se tornado uma espécie de pai de toda uma - grande - família: mãe irmãos, sobrinhos (além das duas filhas)... de alguma forma, todos estavam ligados a ele. E ele, sempre, cuidando de todos.

Mais que isso, foi um batalhador: trabalhou muito, estudou e aos 40 foi o primeiro de meus tios maternos a se formar. Em Direito. Tenho certeza que ele faria a diferença e não seria (mais) um mau caráter de toga. Preocupado com todos, terminou esquecendo de cuidar de si mesmo.

Já disseram que os bons morrem jovens, o que concordo em parte: os bons são jovens em qualquer idade! (Quem lamentaria a morte de um Fernandinho Beira Mar da vida, por mais jovem que fosse?) Mas também alguém já disse que as pessoas amadas não morrem jamais, pois sempre vivem na lembrança daqueles que os amam. Seus exemplos de vida são eternos.

Se na infância eu admirava aquele cara que me fazia pipas, hoje admiro ainda mais o homem que ele se tornou, o que foi e representou na vida de tanta gente. E se não terei mais o abraço e as conversas - breves, é verdade! - com ele quando for a Fortaleza, guardarei para sempre o amor e a admiração que sempre tive.

Cada um enxerga a morte de um jeito e, do meu, é apenas uma transformação de matéria: tio Marcos continua entre nós, olhando e cuidando de todos que sempre amou e que, certamente, também o amaram e continuarão amando. Não poderemos mais vê-lo mas ele não morrerá jamais.



Escrito por Rodrigo às 23h17
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Sim, eu ainda escrevo!

 

Hoje fui perguntado pelo meu amigo Adriano Rodrigues (leiam monstrodoespelho.wordpress.com, muito bom!) por que não atualizo mais o blog. Ao mesmo tempo me vi envolvido em uma discussão altamente cabeça no Facebook (sim, aquilo não serve SÓ para desocupados falarem suas futilidades) sobre a nova polêmica envolvendo o famigerado kit anti-homofobia do governo. Pronto! Arrumei um motivo pra tirar as teias de aranha do blog!

 

Tudo começou com o meu questionamento, a partir da fala da presidente (presidenta é muito feio! Problema o dela se gosta!) de que o governo não vai “fazer propaganda de opção sexual”. Propaganda?! Pelo que eu entendi, o tal kit seria ANTI-HOMOFOBIA e não PRÓ-HOMOSSEXUALIDADE. Estou errado? Então você fazer uma campanha contra alguma coisa significa que está fazendo a favor de outra?

 

Que maniqueísmo burro, senhora presidente!

 

(Me lembra uma pessoa que conheço, adepta da filosofia de “Quem não está comigo (concordando com tudo e puxando o meu saco) está contra mim!”)

 

A tal campanha seria distribuída nas escolas e teria como objetivo esclarecer algumas coisas, ajudando a diminuir o preconceito contra os homossexuais, que leva a casos como o daquele doido em São Paulo que quebrou uma lâmpada fluorescente na cabeça do outro assim, do nada e outros (tem post lá embaixo sobre isso, olha lá). Mas, para a presidente, isso seria fazer “propaganda de opção sexual”.

 

Não sei se eu não sou um bom entendedor. Não devo ser. Porque pra mim meia palavra não basta, confunde! Ser contra o ódio a um grupo não significa, necessariamente, pertencer a esse grupo!

 

“Ah! Mas isso vai influenciar as crianças!”. Como assim? Influenciar de que forma? Na verdade, o objetivo é influenciar mesmo, para que elas tenham a mente mais aberta que a nossa e a dos nossos pais, saibam aceitar e lidar com as diferenças, compreender que não importa se o colega (ou seu pai, ou sua mãe) é branco, preto, verde ou azul; flamenguista, vascaíno ou motense; gosta de churrasco, sushi ou salada de rúcula: nada disso faz dele melhor ou pior. Mais que isso: nada disso representa o caráter dele ou dela!

 

E a influência levaria as crianças a serem gays? Não sei, mas acho um reducionismo muito perigoso. Ouvi uma vez que existem pesquisas que mostram que o índice de filhos homossexuais entre casais gays é equivalente ao existente em casais héteros. Onde estaria a influência, sendo que nesse caso há uma convivência direta? Imagina a indireta, causada por uma campanha!

 

Lá no Facebook puxei um exemplo: crianças que convivem com pessoas com necessidades especiais geralmente lidam melhor com essas questões. Conhecem, vivenciam situações que as levam a ver que essas pessoas não são “defeituosas”, têm características diferentes das suas. Mais que isso, adquirem a capacidade de se indignar com a falta de acessibilidade ou com os imbecis que param na vaga para deficiente “só um minutinho”, os famosos deficientes de caráter. Será que ser contra a discriminação de pessoas com deficiências físicas é mais válido que contra a discriminação contra homossexuais?

 

Mas o principal disso tudo, pra mim, é o erro de entendimento do governo ao tentar impor a idéia de que ser contra a homofobia seria estar promovendo a homossexualidade. Dona Dilma, assuma: o governo desistiu porque teve pressão de grupos religiosos que ajudaram a elegê-la, seja com $$ ou com votos. Dessa forma, o curral eleitoral “de Deus” estará mantido! Amém!



Escrito por Rodrigo às 12h07
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Essa é a música brasileira!

A música está em constante "evolução"... na música brasileira, por exemplo mais do que grandes expoentes (Latino, NX Zero, Stephany e outros), estão aparecendo também novos gêneros musicais.

Um deles, que deixaria Reginaldo Rossi e Adilson Ramos morrendo de inveja, é a "Música de Corno Fófis". Nada mais é do que uma releitura das famosas músicas de corneagem, tão criticadas. Um grande expoente é "Alguém que te faz sorrir", do Fresno. O que esperar de uma música com esse nome? E de uma banda com esse nome? Olha o nível:

Eu nunca consegui saber diferenciar
Não querer com não mais sentir
Não merecer com não mais amar

E hoje eu estou aqui
Sem ter lugar pra ficar
Escrevendo canções pra que
Você possa escutar
Com outro alguém do seu lado

Alguém que te faz sorrir
Alguém que vai te abraçar
Quando a escuridão cair
Te impedindo de me enxergar
E eu que hoje estou aqui
E pra sempre vou ficar
Segundos antes de dormir
De mim você vai lembrar

Um chifurdo leva um fora da namorada fófis e pra afogar as mágoas vai escrever uma musiquinha melosa pra ela ouvir com o cara que pega a mulher muito melhor do que ele! O que um desses adolescentes com um bonezinho ridículo torto na cabeça e cabelinho esticado na escova pode dizer do Rei Rossi?!

Outro gênero atualíssimo é a "Love Song, Caralho!". Um misto de amor e ódio, beijo e porrada. Algo que deixa seu Lunga emocionado. Uma das características desse gênero é que após o refrão pode-se adicionar um "porra" sem medo. Com certeza, vai ter nas versões ao vivo! (Deus nos ajude!)

O primeiro exemplo, a sensacional "Cala a boca e me beija", de Carlos e Jader (famosos quem?!):

Cala a boca e me beija (porra!)
Cala a boca e me beija
(porra!)
Eu só quero pedir
Faça o que você quiser
Mas cala a boca e me beija (
porra!)

Hoje ela me ligou
Precisava me falar
No som da sua voz ouvir
Um pedido pra voltar
Disse que por onde andou
Não foi fácil sua vida
Que fiz parte dos seus sonhos
Do seu dia-a-dia

Que frente a frente queria me falar
Do tempo que esteve ausente desse amor

No som da sua voz pude sentir a sua dor
E disse que já vinha me encontrar
Mas quando ela chegar
Nada quero ouvir
Eu só quero lhe pedir

Cala a boca e me beija
Cala a boca e me beija
Eu só quero pedir
Faça o que você quiser
Já me entreguei de bandeja

Cala a boca e me beija
Cala a boca e me beija
Eu só quero pedir
Faça o que você quiser
Mas cala a boca e me beija

Outro bom exemplo vem da Bahia... aquela terra em que dizem que o povo é tranquilo, lerdo, marcha lenda, de bem com a vida. "Me adora", da Pitty:

Tantas decepções eu já vivi
Aquela foi de longe a mais cruel
Um silêncio profundo e declarei:
“Só não desonre o meu nome”

Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim
E não desonre o meu nome

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?
Não sei mais o que eu tenho que fazer
Pra você admitir

Que você me adora
Que me acha foda (porra!)
Não espere eu ir embora pra perceber
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora pra perceber
(porra!)


É por isso que eu digo... quando a gente pensa que chegou ao fundo do poço, vem o Latino e lança uma música nova!



Escrito por Rodrigo às 11h27
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Seleção Natural?

João e José eram amigos de infância. Nasceram na mesma época, em famílias vizinhas. Natural, portanto, que convivessem muito. Brincaram juntos quando crianças, estudaram na mesma escola, jogavam futebol no mesmo time... enfim! O acaso da vida os tornou grandes amigos.

Como a maioria das amizades assim, que começam na infância e continua na adolescência, a "separação" entre os dois aconteceu com o temido vestibular. Uma coisa os dois tinham em mente: se vamos fazer algo para o resto da vida, tem que ser algo que gostemos. Assim, os amigos partiram em busca de seus sonhos. Um, foi fazer Direito. O outro, administração.

Entraram na universidade e, apesar de não estudarem mais juntos, mantiveram sempre o contato. As farras da universidade não têm limitação de curso, eles diziam. Ao se formar, os dois resolveram prestar concurso para uma instituição pública. E, mais uma vez, os dois passaram.

Aí teve início a verdadeira diferenciação entre os dois. Dois jovens, formados em curso superior pela mesma universidade, fizeram concurso público para a mesma instituição, passaram e assumiram seus cargos. A primeira diferença é que João passou a receber, todo mês, oito vezes mais que José! Ao final de sua carreira, com todas as vantagens possíveis, José não chegaria à metade do salário inicial de João.

Mas a questão não era apenas financeira. A instituição colocava os dois amigos em uma posição incômoda para ambos: um deveria ser praticamente servo do outro. Dois meses de férias para um, um mês para o outro. Reajustes de salário anuais para um; "quando Deus quiser" para o outro; cinco dias de trabalho semanal para um, com cumprimento de horário; três dias para o outro, se ele quisesse...

O mais interessante é que essa instituição, onde os dois amigos sonharam em entrar, tinha uma função social muito bonita: promover a justiça!



Escrito por Rodrigo às 22h08
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"A tarde é sua"? Pois desligue a TV!

Consultório médico é um saco. Ordem de chegada é uma merda. Revistas de consultório, sem palavras. Mas consultório médico, com revistas "Tititi", ordem de chegada e passando "A tarde é sua" na TV é demais! Tortura!

O que é a Sônia Abrão? Uma criatura que foi jurada do show de calouros na década de 80 e consegue ser ainda mais tosca hoje! Repito: mais tosca que jurada do Silvio Santos nos anos 80!!!!

Aí ela se junta com a Eufrásia (meu deus! a Eufrásia!) e outros "famosos quem?" pra discutir os dramas dos personagens das novelas. Claro que o grande lance são as histórias absurdas da Glória Perez! Discutem o que o guardinha chifrudo tá sentindo, se a perua desvairada estava descontando todas as suas frustrações do casamento ao esmurrar a psicopata-bonitinha-mas-ordinária... a tarde inteira! Are-baba(quice)!!!

Mas o melhor estava por vir... um dos famosos quem solta a pérola "Um capítulo que o telespectador perder, vai perder o rumo da história" Ora porra! A novela é da Gloria PErez! É a mesma história sempre! No final, todo mundo dança! Além disso, o infeliz está dizendo pros telespectadores: "assistam a globo que é muito melhor! Não percam tempo com essa bosta de emissora!" E azar o dos pobres coitados que ralam pra colocar no ar a programação noturna!

O que leva uma emissora a colocar no ar um programa que só serve pra fazer propaganda de outros canais? (principalmente da Globo, claro) É melhor até que o Video-Show... Na dúvida, desligue a TV! (até porque depois vem um dos maravilhosos programas da TV genuinamente maranhense... mas desse eu falo depois)



Escrito por Rodrigo às 21h15
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Orgulho de quê?

Voltando a comentar as notícias que os cozinheiros... ops! jornalistas divulgaram na última semana, o que dizer da bomba e das agressões na parada do orgulho gay em São Paulo?

Um absurdo, com certeza. Sinceramente, não entendo o que leva alguém a fazer um absurdo como esse. Matar alguém porque gosta de pessoas do mesmo sexo? É muita idiotice para entrar na minha cabeça. Sou flamenguista e gosto de lasanha. Tem gente que é vascaíno e gosta de alface. Fazer o quê? É o gosto de cada um. Não concordo, mas não vou matar o pobre "camaleão" comedor de folhas por isso!

Mas não é esse o ponto. O que achei interessante é que várias pessoas ficaram feridas - além de um morto - nesse ataque covarde, mas ninguém - repito NINGUÉM - prestou queixa na polícia. Só para lembrar, essas pessoas estavam na parada do ORGULHO gay (não sei como se diz em politicamentecorretês, mas a sigla era GLBT). Orgulho!

Segundo os cozinheiros, o motivo é que as pessoas atacadas têm uma posição social elevada...

"Ah, eu tenho muito orgulho de ser gay, vou pra parada, me divirto, mas se um imbecil qualquer tenta me matar, eu não digo nada. Já pensou se meu pai - meu tio, minha avó, meu vizinho, o cachorro caolho da cunhada do meu colega de escola - descobre?! Não, antes um assassino solto do que descobrirem que sou gay!", deve ser esse o pensamento.

Pior que o preconceito alheio, é o auto-preconceito.



Escrito por Rodrigo às 00h04
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Era uma vez... (V)

Em meio àquela crise, alguns dos nobres de "Não tão distante" concordavam com as reinvidicações feitas. O rei, no entanto, dizia-lhes: "Se der algo a eles, não podereis manter seus luxos. É isso que querem?". Diante da ameaça, todos se calavam. Naquele reino valia tudo para manter as diferenças, os luxos...

Para tentar contornar a situação, o rei fez uma proposta indecente aos seus súditos. Prometeu o nada! Tentava enganá-los, como era costume naquelas terras, e vinha acontecendo até então. Mas os dominados de "Não tão distante" começavam a tomar consciência de que também tinham o seu valor e não aceitaram aquela situação absurda.

Aquela atitude despertou a ira do Rei! A partir daquele momento, todos eram seus inimigos! Não havia mais negociação. Como bom membro da elite, acostumado a um regime praticamente escravista, o rei não aceitava ser contrariado. "Como eles ousam não aceitar as migalhas que lhes ofereço?!", questionava-se. Se a situação já era ruim, tinha tudo para tornar-se ainda pior...

 

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.




Escrito por Rodrigo às 23h54
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Era uma vez... (IV)

A situação em "Não tão distante" ia de mal a pior! Aquele nobre que se achava acima do bem e do mal e vociferava que todos eram seus servos chegou ao poder no reino. Acostumado a apontar os erros de seus antecessores, não fez grandes mudanças. Pelo contrário, acentuou as diferenças e fez um governo marcado pelo personalismo. Tanta empáfia causou-lhe problemas inclusive entre seus pares. Mesmo aqueles que o apoiaram até então, começaram a debandar. E o novo rei adotava a filosofia de que "quem não está comigo, está contra mim". A cada dia, a lista dos "inimigos" crescia, bem como os atos de represália.

Nesse momento, um grupo das classes baixas do reino assumiu uma postura de cobrar os seus direitos. O rei - como bom déspota - sentou-se à mesa, conversou, desconversou afirmando que aquele reino tão rico não tinha posses, que sofria imensamente com a falta de recursos. Dizia o rei que naquele momento, outros reinos queriam destruir "Não tão distante", não permitindo que as riquezas chegassem ao reino. "Isso acontece porque nós incomodamos a eles", repetia incessantemente o governante.

 

Continua...

 

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.



Escrito por Rodrigo às 23h46
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"Ele não é uma pessoa comum"

E a última do Lula? Aquele barbudo que era líder sindical e esculhambava o Sarney, chamando de ladrão para baixo, lembra dele? Poisé... as pessoas mudam! Agora, depois de mais um escândalo, ele tem a cara de pau (com ou sem hifen?) de dizer que o Sarney não pode ser tratado como uma pessoa comum. E que as denúncias - comprovadas! - de que ele tinha meio mundo de parentes empregados no Congresso através de atos secretos é "denuncismo"!

Me dói no coração, mas eu tenho que concordar com o brilhante presidente. Realmente, o Sarney não pode ser tratado como uma pessoa comum. Ele é nada menos que o presidente do Senado Federal! O cara ocupa um dos cargos mais importantes do país! O salário dele - e dos parentes "secretos" - é pago pelo povo! Ele não é uma pessoa comum! Ele tem muito mais responsabilidades frente a população. Bem como o presidente, que deveria lembrar disso de vez em quando, ao invés de falar o que vem à cabeça.

Justamente por não ser uma pessoa comum, o Sarney tem que ser muito mais cobrado do que qualquer outro. Se cada um de nós tem responsabilidades sobre o país, o que dizer dele?



Escrito por Rodrigo às 16h04
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Jornal da Cozinha

Sim, eu voltei a ter saco para escrever aqui... quase um ano! E tem três anos que esse blog existe! Tô ficando velho!

É claro que o assunto não poderia deixar de ser o fim da exigência do diploma para jornalistas. Brilhante a decisão do STF! "Jornalista não precisa de formação técnica". Claro que não! Inclusive vou dar entrada no pedido de registro do meu sobrinho. Saber ler? Escrever? Pra quê?! O importante é se expressar! Ele já sabe dizer "mamã", "Vovô", "dadau"... não morre de fome! É a mesma coisa do cozinheiro... se você sabe fazer um ovo frito, parabéns, também pode ser jornalista! Se não sabe fazer nem um ovo frito - que nem eu - parabéns, você também pode ser jornalista!

Mas a questão vai além... concursos públicos, nunca mais! Afinal de contas, jornalismo agora é profissão de nível fundamental. Portanto, amigos, se das poucas chances de um jornalista ganhar razoavelmente bem - desde que não trabalhe do Ministério Público do Maranhão, claro - era o serviço público, esqueçam! Já era!

Outra coisa... será que os "ministros" notaram a cagada que eles fizeram? Tipo assim... se a partir de agora só se pode exigir regulamentação de "profissões que exijam conhecimento técnico e científico", vira o samba do crioulo doido (ou o ritmo carnavalesco do afro-brasileiro com problemas psiquiátricos, para ser politicamente correto). Economia, Biblioteconomia, Ciências Sociais, Turismo, Hotelaria, Administração, Relações Públicas, Radialismo e DIREITO não exigem conhecimentos técnico-científicos. Portanto, qualquer um pode ser qualquer coisa - com exceção de médico, dentista... quem sabe, psicólogo... e BBB! Sim!!! Para entrar no Big Brother Brasil a seleção é muito mais rígida!

O caso do Direito é dos mais interessantes. Todos somos cidadãos, temos direitos e deveres. Temos que cumprir as leis e, está na Constituição, ninguém pode cometer um ato ilegal com a justificativa de que não conhece a lei. Se é assim, qualquer cidadão está pronto a atuar no ramo jurídico! Então, na dúvida, faça o próximo exame da OAB. Depois de três anos de advocacia já é possível fazer concurso para juiz e, a partir daí, é só crescer na carreira até chegar a ministro do STF! Pronto: você estará em condições de fazer a merda que quiser e bagunçar a vida de milhares de pessoas! Parabéns!



Escrito por Rodrigo às 15h43
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Era uma vez... (III)


Outra característica que chamava a atenção na elite de “Não tão distante” era a sua auto-imagem. Eles não se achavam melhores que os outros: tinham certeza absoluta! Essa certeza fazia com que eles exigissem aquelas absurdas regalias e muito mais.

Internamente, os nobres de “Não tão distante” se achavam em pleno direito de maltratar e humilhar todos aqueles que não fossem seus pares. Certa vez, uma nobre de alto cargo chegou a afirmar que eles, nobres, eram a razão da existência de todos os outros naquele reino. “Vocês estão aqui para nos servir!!”, afirmou em alto e bom som. O pior é que essa não era uma opinião pessoal.

Em relação aos outros reinos, os nobres de “Não tão distante” também se consideravam infinitamente superiores. Sendo assim, eles eram superiores e imunes, inclusive às leis. Aquelas mesmas que eles cobravam a rígida aplicação.

Só havia naquele reino uma coisa pior, mais repugnante, que essa idéia de superioridade dos nobres: ela estava, também, em muitos dos que eram explorados por eles.Muitos pobres de “Não tão distante” aceitavam de cabeça baixa  - e até concordavam  - a sua posição de inferioridade e subserviência. Inclusive a teórica “elite intelectual” de não tão distante contava com várias dessas pessoas que assumiam o papel de “tapete”, se deixando pisar por qualquer um que tivesse mais posses. Seria isso ingenuidade ou uma forma de, também, tentar se sobrepor aos outros?

Continua...

 

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.



Escrito por Rodrigo às 02h33
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Era uma vez... continuando...


Apesar de serem a elite do reino “Não tão distante” e de todos os reinos da região, os nobres não estavam satisfeitos. Eles sempre queriam mais para si, mesmo que os outros tivessem que sofrer para isso. Não importava se aquele pobre artesão que lutava para alimentar sua família ficaria dias e dias com fome: só o que importava era que todos os seus caprichos e vontades fossem atendidos pelo governante.

O governante, enquanto membro dessa nobreza, não se fazia de rogado: atendia às demandas com rapidez extrema. Não importava se elas fossem exagero ou mesmo absurdas, ele as atendia, pois também seria beneficiado. E agindo assim, se perpetuaria no poder.

Mesmo assim, o discurso da elite de “Não tão distante” era digno de pena. Os nobres falavam de suas imensas dificuldades em cumprir suas tarefas – embora a maior parte trabalhasse, no máximo, três dias por semana!  Ao ouvir um deles falando, tinha-se a impressão de que qualquer um, mesmo aqueles que trabalhavam na lavoura, estavam em situação infinitamente melhor.

É claro que entre a nobreza existiam aqueles que realmente procuravam seguir o que “Não tão distante” indicava e até impunha aos outros reinos. Mas eles eram considerados verdadeiros traidores e, portanto, mereciam permanecer isolados, no limbo. Infelizmente – ou felizmente, para eles – esse grupo era pequeno e parecia diminuir a cada dia.

 

Continua...

 

 

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.



Escrito por Rodrigo às 01h03
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Era uma vez...


Era uma vez, um reino “Não tão distante”...Não, o do Shrek é o reino “Tão, Tão Distante”, que fica umas três quadras depois, virando à esquerda. Pois bem, o reino “Não tão distante” era muito respeitado pelos outros reinos. Ao mesmo tempo, era temido por alguns, odiado por outros. Com certeza, esse reino gerava sentimentos diversos, tanto entre os moradores de outros reinos quanto entre os seus próprios integrantes.

Sim! Lá dentro do reino “Não tão distante” a imagem era bem diferente! O reino vendia uma imagem que, quando se conhecia bem, não correspondia bem à realidade. Era o típico “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.

Os integrantes do reino “Não tão distante” eram pródigos em apontar os erros, as culpas, as falhas dos habitantes de outros reinos, e por isso gerava temor e raiva. O problema é que os seus próprios habitantes erravam, faziam coisas que não estavam de acordo com o que eles mesmos pregavam. Mas qualquer mínima menção a esses erros era considerado crime gravíssimo e estava sujeito a penas duras. Além disso, o reino mantinha uma relação de “troca de favores” com muitos dos seus habitantes. Dessa forma, uns fingiam que não viam, outros que não escutavam e todos que não falavam.

Internamente, o reino “Não tão distante” estava dividido em duas grandes classes: a elite e os dominados. Nas duas classes existiam as subdivisões. Entre a elite existia a possibilidade de ascensão social. Apesar de existirem poucas formas oficiais para isso, o “jeitinho brasileiro” também já chegou por lá! Assim, alguns casos de ascensão eram muito lentos enquanto outros tinham uma rapidez impressionante. E nós, que conhecemos tão bem o “jeitinho brasileiro”, sabemos que por trás dessas ascensões relâmpago sempre há algo errado.

 

 Continua...

 

Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.



Escrito por Rodrigo às 14h20
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Sou eu que sou burro?


Antes de mais nada, sim, eu estou vivo e não perdi a senha do blog. Simplesmente tava sem saco pra atualizar. :P

Mas vamos lá. É fato que o trânsito de São Luís tá cada vez pior. Tem lugares que dou graças a Deus por não ter que passar, como o Cohafuma ou a Cohama, às seis da tarde. Nem quem gosta de dirigir como eu suporta aquilo ali!

O mais interessante é que a cada mudança feita pela prefeitura, a situação só piora. Ou eles são muito sem noção ou estão querendo dar um ar cosmopolita a São Luís: "As grandes metrópoles têm engarrafamentos? Irritação? Batidas? Então vamos imitar", deve ser o pensamento dos "responsáveis" pelo trânsito em São Luís.

Ontem vi uma cena tragi-cômica. Sempre achei que a ponte do São Francisco, com sua faixa variável, era muito interessante, um raro caso de inteligência nesse trânsito de doidos. Aí, nossos brilhantes especialistas(?), resolveram acabar com essa idéia brilhante. Burrice, eu diria, mas em São Luís, tudo é possível... ontem, 6 da tarde, passo na ponte e... a faixa central estava destinada ao sentido oposto do normal. Ou seja, acabaram com a faixa variável para criar... uma faixa variável! Brilhante!!! Minha dúvida é, por quê? Teria a prefeitura um contrato com uma fábrica de cones? Sim! A ponte inteira tava cheia de cones!! Ou teriam contratado mais guardas do que o necessário, por isso ficam quatro de cada lado da ponte, batendo papo e comentando como a diretoria do Botafogo é chorona?

Eu espero, sinceramente, que o burro seja eu!



Escrito por Rodrigo às 10h27
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