Voltando a comentar as notícias que os cozinheiros... ops! jornalistas divulgaram na última semana, o que dizer da bomba e das agressões na parada do orgulho gay em São Paulo?
Um absurdo, com certeza. Sinceramente, não entendo o que leva alguém a fazer um absurdo como esse. Matar alguém porque gosta de pessoas do mesmo sexo? É muita idiotice para entrar na minha cabeça. Sou flamenguista e gosto de lasanha. Tem gente que é vascaíno e gosta de alface. Fazer o quê? É o gosto de cada um. Não concordo, mas não vou matar o pobre "camaleão" comedor de folhas por isso!
Mas não é esse o ponto. O que achei interessante é que várias pessoas ficaram feridas - além de um morto - nesse ataque covarde, mas ninguém - repito NINGUÉM - prestou queixa na polícia. Só para lembrar, essas pessoas estavam na parada do ORGULHO gay (não sei como se diz em politicamentecorretês, mas a sigla era GLBT). Orgulho!
Segundo os cozinheiros, o motivo é que as pessoas atacadas têm uma posição social elevada...
"Ah, eu tenho muito orgulho de ser gay, vou pra parada, me divirto, mas se um imbecil qualquer tenta me matar, eu não digo nada. Já pensou se meu pai - meu tio, minha avó, meu vizinho, o cachorro caolho da cunhada do meu colega de escola - descobre?! Não, antes um assassino solto do que descobrirem que sou gay!", deve ser esse o pensamento.
Pior que o preconceito alheio, é o auto-preconceito.
Em meio àquela crise, alguns dos nobres de "Não tão distante" concordavam com as reinvidicações feitas. O rei, no entanto, dizia-lhes: "Se der algo a eles, não podereis manter seus luxos. É isso que querem?". Diante da ameaça, todos se calavam. Naquele reino valia tudo para manter as diferenças, os luxos...
Para tentar contornar a situação, o rei fez uma proposta indecente aos seus súditos. Prometeu o nada! Tentava enganá-los, como era costume naquelas terras, e vinha acontecendo até então. Mas os dominados de "Não tão distante" começavam a tomar consciência de que também tinham o seu valor e não aceitaram aquela situação absurda.
Aquela atitude despertou a ira do Rei! A partir daquele momento, todos eram seus inimigos! Não havia mais negociação. Como bom membro da elite, acostumado a um regime praticamente escravista, o rei não aceitava ser contrariado. "Como eles ousam não aceitar as migalhas que lhes ofereço?!", questionava-se. Se a situação já era ruim, tinha tudo para tornar-se ainda pior...
Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.
A situação em "Não tão distante" ia de mal a pior! Aquele nobre que se achava acima do bem e do mal e vociferava que todos eram seus servos chegou ao poder no reino. Acostumado a apontar os erros de seus antecessores, não fez grandes mudanças. Pelo contrário, acentuou as diferenças e fez um governo marcado pelo personalismo. Tanta empáfia causou-lhe problemas inclusive entre seus pares. Mesmo aqueles que o apoiaram até então, começaram a debandar. E o novo rei adotava a filosofia de que "quem não está comigo, está contra mim". A cada dia, a lista dos "inimigos" crescia, bem como os atos de represália.
Nesse momento, um grupo das classes baixas do reino assumiu uma postura de cobrar os seus direitos. O rei - como bom déspota - sentou-se à mesa, conversou, desconversou afirmando que aquele reino tão rico não tinha posses, que sofria imensamente com a falta de recursos. Dizia o rei que naquele momento, outros reinos queriam destruir "Não tão distante", não permitindo que as riquezas chegassem ao reino. "Isso acontece porque nós incomodamos a eles", repetia incessantemente o governante.
Continua...
Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.
E a última do Lula? Aquele barbudo que era líder sindical e esculhambava o Sarney, chamando de ladrão para baixo, lembra dele? Poisé... as pessoas mudam! Agora, depois de mais um escândalo, ele tem a cara de pau (com ou sem hifen?) de dizer que o Sarney não pode ser tratado como uma pessoa comum. E que as denúncias - comprovadas! - de que ele tinha meio mundo de parentes empregados no Congresso através de atos secretos é "denuncismo"!
Me dói no coração, mas eu tenho que concordar com o brilhante presidente. Realmente, o Sarney não pode ser tratado como uma pessoa comum. Ele é nada menos que o presidente do Senado Federal! O cara ocupa um dos cargos mais importantes do país! O salário dele - e dos parentes "secretos" - é pago pelo povo! Ele não é uma pessoa comum! Ele tem muito mais responsabilidades frente a população. Bem como o presidente, que deveria lembrar disso de vez em quando, ao invés de falar o que vem à cabeça.
Justamente por não ser uma pessoa comum, o Sarney tem que ser muito mais cobrado do que qualquer outro. Se cada um de nós tem responsabilidades sobre o país, o que dizer dele?
Sim, eu voltei a ter saco para escrever aqui... quase um ano! E tem três anos que esse blog existe! Tô ficando velho!
É claro que o assunto não poderia deixar de ser o fim da exigência do diploma para jornalistas. Brilhante a decisão do STF! "Jornalista não precisa de formação técnica". Claro que não! Inclusive vou dar entrada no pedido de registro do meu sobrinho. Saber ler? Escrever? Pra quê?! O importante é se expressar! Ele já sabe dizer "mamã", "Vovô", "dadau"... não morre de fome! É a mesma coisa do cozinheiro... se você sabe fazer um ovo frito, parabéns, também pode ser jornalista! Se não sabe fazer nem um ovo frito - que nem eu - parabéns, você também pode ser jornalista!
Mas a questão vai além... concursos públicos, nunca mais! Afinal de contas, jornalismo agora é profissão de nível fundamental. Portanto, amigos, se das poucas chances de um jornalista ganhar razoavelmente bem - desde que não trabalhe do Ministério Público do Maranhão, claro - era o serviço público, esqueçam! Já era!
Outra coisa... será que os "ministros" notaram a cagada que eles fizeram? Tipo assim... se a partir de agora só se pode exigir regulamentação de "profissões que exijam conhecimento técnico e científico", vira o samba do crioulo doido (ou o ritmo carnavalesco do afro-brasileiro com problemas psiquiátricos, para ser politicamente correto). Economia, Biblioteconomia, Ciências Sociais, Turismo, Hotelaria, Administração, Relações Públicas, Radialismo e DIREITO não exigem conhecimentos técnico-científicos. Portanto, qualquer um pode ser qualquer coisa - com exceção de médico, dentista... quem sabe, psicólogo... e BBB! Sim!!! Para entrar no Big Brother Brasil a seleção é muito mais rígida!
O caso do Direito é dos mais interessantes. Todos somos cidadãos, temos direitos e deveres. Temos que cumprir as leis e, está na Constituição, ninguém pode cometer um ato ilegal com a justificativa de que não conhece a lei. Se é assim, qualquer cidadão está pronto a atuar no ramo jurídico! Então, na dúvida, faça o próximo exame da OAB. Depois de três anos de advocacia já é possível fazer concurso para juiz e, a partir daí, é só crescer na carreira até chegar a ministro do STF! Pronto: você estará em condições de fazer a merda que quiser e bagunçar a vida de milhares de pessoas! Parabéns!
Era uma vez... (III)
Outra característica que chamava a atenção na elite de “Não tão distante” era a sua auto-imagem. Eles não se achavam melhores que os outros: tinham certeza absoluta! Essa certeza fazia com que eles exigissem aquelas absurdas regalias e muito mais.
Internamente, os nobres de “Não tão distante” se achavam em pleno direito de maltratar e humilhar todos aqueles que não fossem seus pares. Certa vez, uma nobre de alto cargo chegou a afirmar que eles, nobres, eram a razão da existência de todos os outros naquele reino. “Vocês estão aqui para nos servir!!”, afirmou em alto e bom som. O pior é que essa não era uma opinião pessoal.
Em relação aos outros reinos, os nobres de “Não tão distante” também se consideravam infinitamente superiores. Sendo assim, eles eram superiores e imunes, inclusive às leis. Aquelas mesmas que eles cobravam a rígida aplicação.
Só havia naquele reino uma coisa pior, mais repugnante, que essa idéia de superioridade dos nobres: ela estava, também, em muitos dos que eram explorados por eles.Muitos pobres de “Não tão distante” aceitavam de cabeça baixa - e até concordavam - a sua posição de inferioridade e subserviência. Inclusive a teórica “elite intelectual” de não tão distante contava com várias dessas pessoas que assumiam o papel de “tapete”, se deixando pisar por qualquer um que tivesse mais posses. Seria isso ingenuidade ou uma forma de, também, tentar se sobrepor aos outros?
Continua...
Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.
Era uma vez... continuando...
Apesar de serem a elite do reino “Não tão distante” e de todos os reinos da região, os nobres não estavam satisfeitos. Eles sempre queriam mais para si, mesmo que os outros tivessem que sofrer para isso. Não importava se aquele pobre artesão que lutava para alimentar sua família ficaria dias e dias com fome: só o que importava era que todos os seus caprichos e vontades fossem atendidos pelo governante.
O governante, enquanto membro dessa nobreza, não se fazia de rogado: atendia às demandas com rapidez extrema. Não importava se elas fossem exagero ou mesmo absurdas, ele as atendia, pois também seria beneficiado. E agindo assim, se perpetuaria no poder.
Mesmo assim, o discurso da elite de “Não tão distante” era digno de pena. Os nobres falavam de suas imensas dificuldades em cumprir suas tarefas – embora a maior parte trabalhasse, no máximo, três dias por semana! Ao ouvir um deles falando, tinha-se a impressão de que qualquer um, mesmo aqueles que trabalhavam na lavoura, estavam em situação infinitamente melhor.
É claro que entre a nobreza existiam aqueles que realmente procuravam seguir o que “Não tão distante” indicava e até impunha aos outros reinos. Mas eles eram considerados verdadeiros traidores e, portanto, mereciam permanecer isolados, no limbo. Infelizmente – ou felizmente, para eles – esse grupo era pequeno e parecia diminuir a cada dia.
Continua...
Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.
Era uma vez...
Era uma vez, um reino “Não tão distante”...Não, o do Shrek é o reino “Tão, Tão Distante”, que fica umas três quadras depois, virando à esquerda. Pois bem, o reino “Não tão distante” era muito respeitado pelos outros reinos. Ao mesmo tempo, era temido por alguns, odiado por outros. Com certeza, esse reino gerava sentimentos diversos, tanto entre os moradores de outros reinos quanto entre os seus próprios integrantes.
Sim! Lá dentro do reino “Não tão distante” a imagem era bem diferente! O reino vendia uma imagem que, quando se conhecia bem, não correspondia bem à realidade. Era o típico “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.
Os integrantes do reino “Não tão distante” eram pródigos em apontar os erros, as culpas, as falhas dos habitantes de outros reinos, e por isso gerava temor e raiva. O problema é que os seus próprios habitantes erravam, faziam coisas que não estavam de acordo com o que eles mesmos pregavam. Mas qualquer mínima menção a esses erros era considerado crime gravíssimo e estava sujeito a penas duras. Além disso, o reino mantinha uma relação de “troca de favores” com muitos dos seus habitantes. Dessa forma, uns fingiam que não viam, outros que não escutavam e todos que não falavam.
Internamente, o reino “Não tão distante” estava dividido em duas grandes classes: a elite e os dominados. Nas duas classes existiam as subdivisões. Entre a elite existia a possibilidade de ascensão social. Apesar de existirem poucas formas oficiais para isso, o “jeitinho brasileiro” também já chegou por lá! Assim, alguns casos de ascensão eram muito lentos enquanto outros tinham uma rapidez impressionante. E nós, que conhecemos tão bem o “jeitinho brasileiro”, sabemos que por trás dessas ascensões relâmpago sempre há algo errado.
Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.
Sou eu que sou burro?
Antes de mais nada, sim, eu estou vivo e não perdi a senha do blog. Simplesmente tava sem saco pra atualizar. :P
Mas vamos lá. É fato que o trânsito de São Luís tá cada vez pior. Tem lugares que dou graças a Deus por não ter que passar, como o Cohafuma ou a Cohama, às seis da tarde. Nem quem gosta de dirigir como eu suporta aquilo ali!
O mais interessante é que a cada mudança feita pela prefeitura, a situação só piora. Ou eles são muito sem noção ou estão querendo dar um ar cosmopolita a São Luís: "As grandes metrópoles têm engarrafamentos? Irritação? Batidas? Então vamos imitar", deve ser o pensamento dos "responsáveis" pelo trânsito em São Luís.
Ontem vi uma cena tragi-cômica. Sempre achei que a ponte do São Francisco, com sua faixa variável, era muito interessante, um raro caso de inteligência nesse trânsito de doidos. Aí, nossos brilhantes especialistas(?), resolveram acabar com essa idéia brilhante. Burrice, eu diria, mas em São Luís, tudo é possível... ontem, 6 da tarde, passo na ponte e... a faixa central estava destinada ao sentido oposto do normal. Ou seja, acabaram com a faixa variável para criar... uma faixa variável! Brilhante!!! Minha dúvida é, por quê? Teria a prefeitura um contrato com uma fábrica de cones? Sim! A ponte inteira tava cheia de cones!! Ou teriam contratado mais guardas do que o necessário, por isso ficam quatro de cada lado da ponte, batendo papo e comentando como a diretoria do Botafogo é chorona?
Eu espero, sinceramente, que o burro seja eu!
Somente a verdade, nada mais que a verdade...
Já me disseram váriuas vezes, por vários motivos e em várias situações que eu não sou um ser humano normal. Tudo bem, é um ponto de vista, mas no fundo ninguém é e nem quer ser normal!
Enfim! Um ponto dessa minha anormalidade é dar muito valor à verdade e à confiança. Não que a mentira seja de todo ruim. Ela às vezes é necessária, algumas pessoas merecem ser enganadas... e a mentira tem uma função social muito importante, isso é inegável!
Mas eu, realmente, não me dou bem com a mentira (ou a omissão, que nada mais é do que a mentira não verbalizada). Mas parece que eu sou a excessão à regra. As pessoas mentem, enganam, se enganam mas não se tocam do que estão fazendo. Ou, às vezes, se tocam, mas continuam fazendo... é complicado entender esse tal de ser humano... Até porque, como diria minha querida avó, "a mentira tem perna curta". Por mais que não seja tão curta, a mentira - coitada! - nunca será uma Ana Hickmann!!
Por isso, defendo a verdade, a transparência, a realidade dura, dolorida, feia ou do jeito que vier. Porque um dia, a verdade sempre aparece! E não adianta querer se enganar...
"I want you to know, that you don't need me anymore.
I want you to know, you don't need anyone or anything at all..."
At least you think so...
Quem É ,não SE ACHA!
É, hoje, depois de muito tempo, resolvi escrever um monte de besteiras nessa mizera aqui.
Agora vou falar de uma coisa, que vai me levar a outra coisa... mas enfim! o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser e como quiser!
Seguinte. Esse mês fui de entrosado no Prêmio Universidade. Foi muuuuito bom, um dos melhores que eu já fui e a "Rádia" tá de parabéns, apesar de uns resultados meio "estranhos" pra mim. Acho que a The Moddess deveria ter ganho outros prêmios, mas como eu não estou entre os jurados, deixa eu me recolher à minha insignificância.
Mas na verdade, o melhor do prêmio foi o final. Virei fã do Jair Rodrigues! O cara foi super-simpático, mesmo sendo a grande atração da noite. entrou no palco antes de começar o show, enquanto ajustavam os instrumentos, conversou, bincou, atendeu a pedidos, desceu do palco, cumprimentou o público. Igualzinho a muitos artistas(?) que não são po*ra nenhuma mas se acham os deuses! Inclusive, alguns deles estavam lá. Tomara que tenham aprendido um pouco!
Mas é interessante como esse povo que se acha, na verdade, não é catzo nenhum! E isso não acontece só com artistas(?) não! Um caso em que as identidades serão preservadas: em um evento que eu estive envolvido, certa funcionária de certa empresa aprontou todas! Mandou prestadores de serviço tomarem onde as patas tomam, reclamava de tudo, só falava gritando com o povo. Enfim, ela tava se achando o penúltimo biscoito do pacote (sim, porque o último sempre vem quebrado!)! Enquanto isso, o chefe dela, o dono do negócio, simpatico, atencioso, cumprimentava todo mundo, agradecia pelo trabalho... Ele sim, mandava em alguma coisa. Ela? Era o cocô do cavalo do bandido!
Resultado da fatura: foi pra rua! Agora ela calça as "sandálias da humildade"!
O que seria uma Virose??
Antes que algum palhaço responda que "é uma doença causada por vírus", vou logo avisando que isso eu sei! O que eu não entendo é porque de tempos em tempos essa palavrinha entra na "moda médica". "Doutor, estou com dor de cabeça... - Não se preocupe, é uma virose". "Doutor, minha perna não me obedece e insiste em querer andar em direção ao Afeganistão! - Ah! Isso é uma virose!". "Doutor, mnha mulher me trocou pela empregada, levou tudo que tinha em casa e agora se chama Valdemar!" - Virose! Virose! Virose!".
Ora p*orra! O pobre ser humano paga uma consulta cara, espera pra KCT (sim! Médico bom é médico pobre! Trabalha de segunda a sexta, o dia todo... depois que começa a ganhar dinheiro acha que tá fazendo favor!) pra ouvir "é uma virose!". Como diria o filósofo Joseph Klimber "rái t udêêêêêê!!!!!". Virose pode ser gripe, pode ser AIDS... SE o pobre infeliz tá tossindo, espirrando etc., pq não dizer logo que o pobre diabo tá gripado? Virose é mais chique! Tá na moda!
Mas eu fico me perguntando uma coisa. Será que eles não têm vergonha de dizer isso? P*rra, o infeliz estuda pra burro pra passar no maldito vestibular, na faculdade é tratado como o pior dos seres vivos, tem que estudar feito um condenado durante 5 anos, depois vai pra uma tal de residência, na qual é mais maltratado que os presos de Guatânamo por mais sei lá quantos anos, é chamado de DOUTOR - Cadê o doutorado? - pra virar pro paciente e dizer "Você tem uma virose!". Como comigo é no popular, vou traduzir. Na verdade, o "Doutor" quer dizer: "Eu não sei o que você tem. Vai pra casa, larga de infectar o meu consultório e reza pra não morrer!"
Tem coisas... TUM!!! Que só a UFMA faz pra você!!
Cada dia mais eu me surpreendo com o que é possível acontecer na UFMA. Além de professores que não dão aula, laboratórios que não existem (ou que levam 4, 5 anos pra ficar prontos e, quando ficarem, já estarão defasados), e outras coisas do gênero, essa semana eu consegui me surpreender mais uma vez (e olha que eu nem estudo mais lá!).
Entre as novidades estão a extinção do PSG, criação de cotas e abertura da universidade para portadores de necessidades especiais. (mas peraí?! Eles não fazem as provas há tempos?! Quer dizer que eles podiam participar do vestibular, mas não poderiam passar?!?! Isso é estranho!).
Sobre esse último tópico, é uma idéia ótima. Nada que mereça uma placa de homenagem, afinal, é o cumprimento de uma lei que garante igualdade de direitos a todos os cidadãos. Mas o “sensacional” da história é que a UFMA não tem a mínima condição de receber um surdo-mudo ou um cego, por exemplo! Os professores não estão preparados para isso, a estrutura física muito menos. E aí?! Eles vão entrar para serem cobaias, os mártires que vão passar 10 anos num curso apenas para dar início a isso? Não seria mais inteligente – por mais contraditório que pareça, a INTELIGÊNCIA não parece ser uma das maiores qualidades de algumas pessoas na direção da universidade – começar a preparar os cursos para receber esses alunos desde já, ao invés de esperar pra “ver o que acontece”? Talvez minha capacidade cognitiva não consiga acompanhar a deles...
E nessa mesma universidade que fala em igualdade, criam-se as cotas para negros e estudantes de escolas públicas. Os defensores das cotas que fiquem com raiva, mas acho isso uma discriminação sem tamanho. A chance para os estudantes de escolas públicas são até menos ruins mas, mesmo assim, eu não concordo. Tanto na UFMA quanto na UEMA, os primeiros colocados nos vestibulares que eu passei vieram de escolas públicas! E eles não foram os únicos. E basta passar em qualquer corredor da UFMA que se vê, claramente, que os negros estão, sim, na universidade. Pelo que sei, há pesquisas sobre isso que mostram que o número de negros, pardos etc. é maioria... Então, pra que cotas?! Enfim... cotas porque tá na moda e pronto!
E por fim, na lista de “maravilhas”, vão acabar com o PSG. Foda-se o mais próximo que já se chegou da tão falada “avaliação processual”, adorada pelos pedagogos, em termos de acesso à universidade. Ao invés do pobre infeliz fazer três provas com os conteúdos de cada ano, vai juntar tudo no final e fazer o temido vestibular (com a vinheta da Rádio Universidade e tudo!). Ah!! Sem falar que aquele possível futuro grande matemático, que descobriria uma nova fórmula mega-fenomenal ou pra que serve a geometria analítica, pode não entrar porque se deu mal na prova de história! Bons tempos das provas separadas por áreas...
Mais uma vez, acredito que a inteligência de muita gente dentro da universidade supera qualquer teste de Q.I., por isso a UFMA é vanguardista, indo na contramão de todas as universidades no país! Só pode ser isso!
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